Poemas

Trem da Vida

O trem da vida vai passando
Guiado pelo Supremo Maquinista,
E eu, no meu assento, olhando
As estações que se perdem de vista.

Cada ano que passa é uma estação
Onde embarcam muitos passageiros
Que, como eu, se assentam no vagão,
Aguardando os próximos janeiros.

Em cada estação onde o trem passa
Muitos amigos irão descer,
Deixando uma tristeza crassa
No vagão que continua a correr!

Assim como descem, também sobem
Outros passageiros a embarcar.
Pra uma viagem à qual não sabem
Quando, nem onde irão parar.

E eu continuo viajando,
Vendo tudo isso acontecer,
Esperando, quem sabe quando!
Chegará minha hora de descer

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A Nova Inquisição

O porto onde o barco atraca
Nunca poderá deixar
Que a onda que o ataca
Ao mar o possa levar.

Tolerância muitos julgam
O desejo do momento,
Mas somente aos que comungam
De um mesmo pensamento.

E os que pensam diferente?
A estes não se tolera.
Ou concordam cegamente,
Ou terão pena severa.

Diz-se buscar a igualdade
Que vem da democracia,
Mas creio que, na verdade,
Busca-se a supremacia!

A discordância é a base
Da real democracia.
Já a unanimidade
Talvez seja uma utopia.

Nefasta é a ditadura,
O ato de se impor:
Religião, moda, cultura
Ou seja lá o que for.

Pois só ama a ditadura
Quem não tem argumento,
E somente com a tortura
Consegue-se assentimento.

Queime, queime na fogueira,
Quem não concorda ou duvida.
Queime nação brasileira!
Diz a inquisição “colorida”.

O ato de discordar
Já é um direito extinto?
Vamos então arrancar
Da Lei* o artigo quinto!

Acorda, Brasil dormente
Depois será tarde demais,
Pra defender sua gente
De todos os terríveis “ais”.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

* A Constituição em seu Artigo Quinto assegura a todos o pleno direito à igualdade e à liberdade de expressão.

A minha escola

Lígia recebendo a premiação pelo 4° lugar no concurso de poesia

Eu gosto da minha escola

Porque nela jogo bola.

Estudo, brinco e aprendo

Pois é nela que estou vivendo.

Lá tem computador

E um tio que é cantor.

Eu devo tudo a você

Minha linda escola EPG.

*********************

Poesia classificada em 4° lugar

Você

Pro médico:
É feto.

De Deus:
Projeto.

Pra mãe:
Um mundo de afeto.

No útero:
Muito inquieto.

Pros avós:
Quem sabe, neto.

Que será amado:
É certo.

No futuro:
Um ser dileto.

De cuidados:
Repleto.

Quando chegar:
Lar completo!

Seu nome:
Ainda incerto.

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Poesia pra meu bebê que está na barriga da mamãe e ainda não se deu a conhecer – Gama, 12 de Maio de 2010

Lorelay

Batestes, tu, com um maço
Unindo cada pedaço
Do teu e do meu espaço.
Pra que juntos, num compasso,
Com vitória e fracasso
Pela vida, em perpasso
Caminhando, passo a passo,
Contigo eu pudesse estar.

A ti, frágil como o aço,
Repleta de muito vasso,
Digo, eu, ser erro crasso
Não tornar-me um pegamasso.
Tivesse eu vasto parnasso
Num momento de deslasso
Não seria assaz relasso
Pra do meu amor falar.

E agora, o que faço?
Já me enrolei no teu laço,
Me prendi no teu abraço,
Descansei no teu regaço;
E assim como o Sanhaço
Vôo sempre pro teu paço
Quando sinto muito lasso
Só querendo descansar.

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Poesia para minha amada em seu aniversário – Gama, 10 de Maio de 2010

Dá-me uma canção!

SENHOR dá me uma canção
Que fale baixinho mas que grite bem alto;
Que seja suave mas que abale a razão,
O sentimento, o coração.

SENHOR dá me uma canção
Que traga respostas às questões pendentes,
E traga perguntas às respostas prontas.
Que leve a mente cativa pra sempre a Ti!

SENHOR dá me uma canção
Que alegre a alma de quem a ouvir,
Que leve consolo, que faça sorrir
A vida vivida tão longe de Ti!

SENHOR dá me uma canção
Que traga pra perto a quem anda distante,
Que vaga sem rumo pela vida. Errante!
Sem ao menos saber aonde ir.

Enfim, SENHOR, dá me uma canção
Pra que eu possa exaltar Tua Majestade,
Declarar Tua glória, Teu poder.
A Ti, meu maior tesouro, Autor da vida,
Cheio de graça, amor e bondade,
Dá-me uma canção, Canção de Louvor.

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Gama, 7 de Setembro de 2008

Ao Rei consagro o que compus!