Lorelay

Batestes, tu, com um maço
Unindo cada pedaço
Do teu e do meu espaço.
Pra que juntos, num compasso,
Com vitória e fracasso
Pela vida, em perpasso
Caminhando, passo a passo,
Contigo eu pudesse estar.

A ti, frágil como o aço,
Repleta de muito vasso,
Digo, eu, ser erro crasso
Não tornar-me um pegamasso.
Tivesse eu vasto parnasso
Num momento de deslasso
Não seria assaz relasso
Pra do meu amor falar.

E agora, o que faço?
Já me enrolei no teu laço,
Me prendi no teu abraço,
Descansei no teu regaço;
E assim como o Sanhaço
Vôo sempre pro teu paço
Quando sinto muito lasso
Só querendo descansar.

≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Poesia para minha amada em seu aniversário – Gama, 10 de Maio de 2010

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